Os perigos dos remédios que até “emagrecem”

... mas que não são feitos para isso. Especialista alerta!

por Redação SHAPE
01/11/2012

Tem uma amiga que consumiu Victoza e emagreceu? Conhece alguém que tomou bupropiona e mandou embora aquela barriguinha saliente? Ou já ouviu falar que o topiramato ajuda a perder os quilinhos a mais? Muita calma! É bom você não se iludir, já que esses medicamentos não têm como objetivo a perda de peso, e são recomendados para tratar diabete, depressão e convulsão.

Esse “benefício” – de diminuição no manequim – fez com que a procura por remédios aumentasse, segundo levantamento do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo) com a consultoria IMS Health, que mediu a venda de três drogas usadas como alternativa para perder peso. Segundo o órgão, outro fator que contribuiu para o aumento da venda desses produtos foi o veto da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) à comercialização de inibidores de apetite do grupo das anfetaminas e derivados (como o femproporex, mazindol e anfepramona), a partir de dezembro de 2011.

“Náuseas, vômito, desmaio, hipoglicemia e até inflamação grave do pâncreas são os perigos que correm quem consome remédios que emagrecem, mas que não são feitos para isso”, alerta o endocrinologista do Hospital Sírio Libanês e Hospital do Coração, Cyro Guimarães Junior. Segundo o médico, o Victoza é indicado para quem sofre com diabete tipo 2; o bupropiona funciona como um repositor de serotonina (neurotransmissor responsável pelas reações de prazer e bem-estar); e o topiramato é indicado para quem sofre convulsões neurológicas crônicas. Além disso, podem aumentar a retenção de líquidos no organismo, o que é muito ruim para quem precisa afinar.

Com tantos problemas que causam para a sua saúde, não vale a pena correr tantos riscos com o objetivo de perder medidas, não é mesmo? O profissional lembra que o melhor método para perder peso é cuidar da alimentação e associá-la à prática regular de exercícios. “Pesquisas indicam que os alimentos têm mais de 80% de importância no processo de emagrecimento”, reforça Guimarães Junior.

 

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