3 fatores que causam dor de cabeça (e você nem imagina!)

Para se livrar desse problema, tem que descobrir as causas. Veja algumas delas!

por Redação SHAPE
10/05/2012

Bom, vamos lá: você já descartou fatores comuns, como noite maldormida, estresse, TPM (Tensão pré-menstrual), gripe ou refriado, exposição excessiva ao sol ou muito barulho? Se a resposta foi sim, saiba que outras possibilidades – nada convencionais – podem provocar o problema, que simplesmente afeta 40% da população. A melhor forma de amenizar ou até mandar embora este incômodo é saber as razões que o fazem aparecer.

Procure um dentista já!
Ao mastigar alimentos (mesmo o mais molinhos), você sente algum desconforto? Acorda no meio da noite com dor na região entre a bochecha e o ouvido? Desperta com cefaleia? Alguém já disse que você faz “barulhinhos” estranhos com a boca enquanto dorme? “Pois é, todos esses são sintomas da disfunção da ATM (a sigla significa articulação temporomandibular), estrutura responsável pelos movimentos da mastigação, fala e bocejo”, explica o cirurgião dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes.

O que é: A disfunção acontece porque há algo errado, que pode ser na articulação, nos ligamentos, músculos da mastigação, ossos, dentes (ausentes, desgastados ou desalinhados). Segundo a cirurgião dentista Juliana Mestrich Motta, pode ser resultado de fechamento ruim ou defeituoso dos dentes, hábitos como morder objetos estranhos, roer unhas e mastigar muito chiclete por forçar a mandíbula. “Além de ranger os dentes ou apertá-lo, estresse, depressão ou eventos traumáticos”, completa a dentista.

Resultado final: “O incômodo acontece porque há uma sobrecarga dos músculos da mastigação e aí isso acaba refletindo em dores de cabeça, olhos, pescoço e costas”, alerta Juliana.

Marque uma consulta: Se sente dor de cabeça frequente junto com estalos ao abrir e fechar a boca, sensação de zumbido ou dor no ouvido, tontura, limitação na abetrura da boca, dificuldade para mastigar alimentos ou desgastes nos dentes deve suspeitar que sofre de disfunção de ATM e procurar um dentista. Ele vai fazer uma investigação dos hábitos diários e verificar se há falhas ou trincas no dentes e até solicitar exames radiográficos.

A solução: Para amenizar a dor aguda, são recomendados medicamentos anti-inflamatórios, relaxantes musculares, massagens e alongamento (para desativar os pontos de tensão da musculatura da mastigação). Juliana diz ainda, que dependendo da causa e da intensidade da dor, indica-se aparelhos ortodônticos, fisioterapia e/ou até intervenção cirúrgica para ajustar a mordida. “Mas o maior tratamento é o uso diário da placa (de acrílico ou silicone, chamada de miorrelaxante) que deve ser confeccionada em consultorio odontológico”, destaca a dentista.

Atenção com a sua postura
Ficar com a coluna retinha não ajuda apenas a ter uma boa aparência ou melhorar o caimento do vestido. Ela ainda contribui para a prevenção de dores de cabeça, acredita?

Como acontece: A fisioterapeuta Adriana De Bortoli diz que quando há uma alteraç?o na postura, normalmente a cabeça se projeta para frente e a musculatura da parte superior das costas tem que realizar um trabalho extra para manter esta posição. A sobrecarga desta musculatura provoca contraturas dolorosas, fadiga local e pode causar a tão incômoda cefaleia. “As pessoas não imaginam que ficar com a coluna desconfortável e, principalmente, estática com a região do pescoço e ombros pode ser uma das principais causas de dor de cabeça”, alerta o presidente da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Carlos Campos.

O que fazer: Corrigir a postura, seja sentada ou deitada, vendo tevê ou lendo. “Dê uma pausa para se alongar e mudar um pouco de posição”, recomenda Adriana. E, mesmo durante a prática esportiva, fique com as costas retinhas para não sobrecarregar a coluna, sentir menos dor e render mais no exercício.
* Outra dica é utilizar um travesseiro que apoie o pescoço em posição de 90º com o ombro.
* “Se fica na frente do computador, arrume o monitor em uma posição em que seu olhar fique reto em relação a tela, nem tão baixo, nem tão alto que a obrigue flexionar o pescoço”, explica Carlos. Se preciso, use um apoio (feito de madeira, revistas ou plástico resistente) para conseguir a posição ideal, ainda mais se passa horas em frente à tela.

Cuidado com a visão
Agora se junto com aquela dorzinha de cabeça, você sente dificuldade para ler, assistir a um filme ou conferir um outdoor na rua, vale a pena consultar um oftamologista.

Como funciona: “Miopia, astigmatismo e especialmente hipermetropia e vista cansada são os recordistas causadores de dor de cabeça”, ressalta o presidente do Hospital Oftalmológico (HOB), de Brasília, Canrobert Oliveira. O médico destaca que quem é míope costuma apertar os olhos para enxergar melhor. Já quem tem hipermetropia ou vista cansada e não procura o médico força muito os músculos do olho. Tais “efeitos colaterais”, por tempo prolongado, causam fadiga, lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e das pálpebras e, claro, dor de cabeça.

A solução: O melhor é corrigir o problema de visão com óculos, lentes de contato ou até a cirurgia, dependendo do caso. Por isso, é importante consultar o médico para exames de vista regularmente.

>>>> Um lembrete: repare nos acessórios
Pode parecer frescura, mas fique atenta se sente que a cabeça dói ao usar tiaras, arcos, presilhas ou rabo de cavalo. Trata-se da dor de cabeça por compressão externa, comum nas adeptas do uso de acessórios de cabelo, e que pode desencadear, até mesmo, uma crise de enxaqueca em quem sofre da doença.

Como cuidar: O neurologista Abouch Krymchantowski explica que isso ocorre por causa da pressão nos nervos da região por acessórios que apertam a cabeça. “A melhor maneira de evitar a dor é parar de usar ou procurar adereços mais largos. Se isso não for possível, é importante pelo menos retirar a cada tempo de uso. Já nas pessoas em que o acessório inicia uma crise de enxaqueca, é preciso tratar com medicamentos”, recomenda Abouch.

 

Quer mais? Leia matéria com diversas dicas naturais para ficar com a cuca bem fresca de uma vez por todas, longe da dor de cabeça na edição de maio da SHAPE (nº 33).

 

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